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VERDADEIRO OU FALSO - MARCELA HOLANDA e RAQUEL
MENDES Dramaturgização. É
como a diretora Marcela Hollanda define o processo de
construção de seus espetáculos.
A narrativa dramática é criada a partir
da ação improvisada, onde o ponto fundamental
da expressão cênica é o ator.”Neste
procedimento parece ficar mais claro a “autoridade-autoria”
do ator, ou seja, é ele que a partir de seu imaginário
transportado para o seu corpo, seu gesto, sua ação
vai criando imagens carregadas de dramaticidade que,
uma vez selecionadas e organizadas pelo diretor, irão
formar o texto-textura”, explica. Esse caminho
de direção e de concepção
de espetáculo em pouco difere da que tem como
ponto de partida o texto dramático, pois nos
dois casos caberá ao ator a “incorporação”,
a “encorporação”, a “criação”
da personagem. Porém, o que parece ser fundamentalmente
diferente é que através da dramaturgização,
diretor e ator tem de estar presentes no tempo-espaço
do “aqui-agora” da sala de ensaio, deixando
aflorar pelo acaso o jogo do imaginário, dos
símbolos, dos signos, das mitologias pessoais
e/ou arquetípicas, do material subconsciente
até ao ponto onde a “imagem” cênica,
o espetáculo, apareça nitidamente como
narrativa.
Marcela Hollanda desenvolve este trabalho há
alguns anos, sendo seu último espetáculo
o monólogo-mudo “O Mundo”, com Túlio
Guimarães.
Em “Verdadeiro ou Falso”, uma mulher já
madura espera seu homem. Enquanto espera, procura ocupar-se
com um jogo onde as peças se agrupam em duplas.
Mas por alguma razão as peças de seu passatempo
são ímpares. Em uma quase obstinação
ela reagrupa as peças, mas sempre resta uma,
a própria imagem de seu vazio: o Um sem o Outro.
FICHA TÉCNICA
Direção l Marcela Hollanda
Interpretação l Raquel Mendes
Cenografia e Figurino l Marcela Hollanda e Rachel Mendes
Iluminador l Sérgio Sartorio
Programador Visual l Ralph Ghere
Fotógrafo l Raphael Mendes
Produção l Patrícia Marjorie e
Lidiane Machado
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