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Traços ou Quando os Alicerces Vergam

Concepção
Alice Stefânia e André Amaro

Interpretação
Alice Stefânia

Direção
André Amaro

Música/Sonoplastia
Lupa Marques

Cenografia, objetos e figurino
Malu Fragoso

Fotos
André Amaro

A montagem
Confinada em seu apartamento no alto de um prédio, uma mulher solitária gera, compulsivamente, um mundo imaginado. O zelador e a faxineira do prédio são os únicos personagens que parecem compartilhar sua existência. O silêncio é uma companhia ruidosa. Tudo parece confiná-la cada vez mais na solidão. Ela quer uma casa nova, uma existência nova e luta, inutilmente, contra cada partícula de sujeira que entra pela janela. É o último dia do ano. Da janela, ela comemora o ano vindouro com sua patética alegria. As lembranças da família, do homem amado, dos filhos que partiram retorcem a sua memória. A noite é um mundo selvagem, perturbador. Ela dorme embalada pelo ranger das vigas do prédio. Esta é a história de TRAÇOS ou Quando os Alicerces Vergam, novo espetáculo do Teatro Caleidoscópio, que reúne, pela primeira vez, a atriz Alice Stefânia e o diretor André Amaro.

A montagem, inspirada na obra e na poesia de Ana Miranda, precisamente nos livros Noturnos (contos, 1999) e Clarice (novela,1996), ganhou uma encenação minimalista, poética, cheia de sutilezas, apoiada em poucas palavras e muitas ações físicas. Objetos cenográficos - elaborados cuidadosamente pela artista plástica Malu Fragoso - ganham novas percepções pela forma como são manipulados pela atriz. O percussionista Lupa Marques (do grupo Casa de Farinha) encarrega-se da sonoplastia, executada ao vivo.

O projeto - chamado inicialmente de Traços - nasceu da necessidade de Alice Stefânia de colocar em prática as conjecturas levantadas por sua pesquisa de Doutorado, em curso na Universidade Federal da Bahia. A atriz vem investigando matrizes ligadas ao universo simbólico taoísta como estímulos à criação e à expressividade. O vento, o frio, o gemido, a gargalhada, os contrastes entre denso e sutil, contração e expansão, úmido e seco, entre uma infinidade de outras imagens que compõem o milenar imaginário chinês, são experimentados no corpo e na voz da atriz, gerando células expressivas e estados afetivos que são transpostos para a cena.

Prêmios

Festival de Monólogos de Teresina
Melhor Espetáculo (júri oficial e júri popular)
Melhor Direção
Melhor Atriz
Melhor Sonoplastia
Melhor Cenário
Melhor Iluminação

Mostra SESC do Teatro Candango
Melhor Sonoplastia