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A Farsa de Pixreals

Em Pixreals, dois seres estranhos com missões bem diferentes invadem o teatro e acabam alterando o curso do espetáculo naquele dia.

Direção
André Amaro

Com
Andréa Borba, Fabiana Tenório, Frederico Palma, Lilian França, Marcos Vinícius Ferreira, Ricardo César e Vanessa Di Farias.

Teatro Caleidoscópio
De 4 a 13 de março
Sextas e sábados, 21h
Domingos, 20h

CLSW 102 Bloco C Galeria – Sudoeste
Fone: 344 0444
Ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência:R$ 10,00 e R$ 20,00


Caleidoscópio faz homenagem ao teatro em seu novo trabalho

Fragmentos de textos da dramaturgia nacional e estrangeira serviram de instrumentos iniciais para a montagem de A Farsa de Pixreals, o novo trabalho do Teatro Caleidoscópio. O espetáculo faz curta temporada de estréia, de 4 a 15 de novembro, de quinta a segunda, sempre às 21h.

A peça é fruto de quatro meses de um trabalho proposto ao grupo pelo diretor André Amaro: criar um roteiro cênico a partir de pequenos diálogos teatrais extraídos aleatoriamente de obras reunidas também aleatoriamente. Pelo laboratório passaram mais de trinta autores – entre eles Sófocles, Aristófanes, Albert Camus, Moliére, Alfred Jarry, Pirandello, Brecht, Oswald Andrade, Alcione Araújo, Bráulio Pedroso, Ferreira Gullar... Livros infantis e frases célebres de filósofos (Nitzsche) e escritores (Victor Hugo, Goethe) também foram lançadas na roda caleidoscópica. O resultado, ao contrário do que se pode pensar, não é uma colagem de textos, mas uma história escrita com as inquietações que habitam o legado dramático, humorístico, filosófico e ideológico deixado por aqueles autores. O grupo criou fábula própria para falar de um tema muito próximo da trupe: o teatro.

A história se passa no teatro de Pixreals, uma cidade fictícia assolada por muitos males e cheia de acontecimentos estranhos, como a presença de ratos silvestres portadores de vírus mortal. A Rádio Pandora (alusão à figura mitológica usada por Zeus para espalhar toda espécie de desgraças à humanidade) atualiza todos os dias os acontecimentos na cidade enquanto toca canções variadas (talvez para que o espetáculo do mundo pareça um grande show musical). Numa noite em que sinais luminosos são vistos no céu, o Teatro de Pixreals é invadido por dois seres estranhos com missões bem diferentes e que acabam alterando o curso do espetáculo daquele dia. Um deles é enviado de Zeus e está cumprindo ordem de acabar com o teatro. Sua missão é levar de volta para o Olimpo o fogo sagrado para punir os homens que fazem mau uso dele como também “aqueles pretensiosos atores que se julgam iguais aos deuses”. O outro é uma mulher abduzida por seres de Escorpus, um planeta imaginário, que vai ao teatro com a missão de salvar o fogo sagrado e conduzi-lo até àquele planeta “para depois devolvê-lo aos homens passada a tempestade”.

O Nada - uma espécie de esmoleiro do teatro que nada deseja senão defender a sua opinião - acaba participando da aventura, enquanto a bilheteira tenta controlar a situação. Nas salas subterrâneas do teatro transitam personagens como Medeia, Pai Ubu, Arlequim, Pantaleão e uma legião de espíritos que disputam moedinhas de ouro.

A Farsa de Pixreals coloca personagens “reais” em contato com personagens “irreais” com a intenção de levar o espectador para essa fronteira sutil do teatro em que a realidade se confunde com a fantasia. E tem diálogos que tocam zonas muito conhecidas do ator: o prazer (pelas conexões com o mundo invisível) e a angústia (pela efemeridade de que é feita a arte teatral); o teatro profundo, subterrâneo, autêntico, que transforma, e o teatro feito de aparências, que aliena. O teatro que sobrevive de uma certa paixão redentora e ao mesmo tempo acende ambições, vaidades, medos, dúvidas.

Esta é uma peça sobre os mistérios que cercam o ofício do ator, sobre o território simbólico e mágico que o palco representa e sobre esse Nada incessante do qual o artista se alimenta, o princípio de toda arte.

Leia o artigo de Chico Neto no Jornal de Brasília
Leia o artigo de Sérgio Maggio no Correio Braziliense

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