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ISOLDA MARINHO
Isolda Marinho escreve poesia desde menina e coleciona prêmios em
concursos literários. O primeiro vôo solo foi Sementes de Amora, 2000, que participou das bienais de São Paulo e Rio de Janeiro e Feira do
Livro de Brasília.
Formada em Letras pela Universidade de Brasília, seu nome é verbete no
Dicionário de Escritores de Brasília. Foi uma das autoras lidas no VI
Ciclo de Leitura do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, da Câmara dos
Deputados, que homenageou, em 2004, mulheres escritoras, com o tema
Letras de Mulher. Participou do espetáculo Mulheres de Papel na Aliança
Francesa de Brasília e é sempre presença marcante em saraus e eventos
culturais variados da cidade, onde semeia sua bela poesia. As
performances artísticas de Isolda Marinho sempre alia poesia, música,
dança, canto, expressão corporal e teatro.
Em noite de autógrafos no Teatro Caleidoscópio, lançou no dia 9 de
dezembro de 2004, seu segundo livro Viço do Verso. O lançamento contou
com performance teatral a partir de poemas selecionados pela autora. “A
poesia de Isolda Marinho inspira e deixa a gente atrevido,
cheio de
vontade de poetizar a vida, espalhando versos e rimas pelos canteiros do
mundo”.
Poeta com P
Poeta com P
pisa no palco
pede a palavra
propõe poesia
Pincela um poema
produz paraíso
projeta no peito
o ponto preciso
Poeta com P
parece Picasso
pinta palhaço
pulsa, pranteia
na praia passeia
Poeta com P
primeiro procura
a página pura
prepara o pincel
pega na pena
perturba o papel
Poeta percebe
Permite, proclama, persiste
Pinça princípios
Preenche a penumbra
Poeta com P
é profeta
pressente o perigo
passa, tem pressa
Poeta com P
Parte pra Passárgada
Poeta com P
é porreta
porque provoca
publica
protesta
propaga
pratica
Poeta é presente
Propala o perfume
Prateia o pretume
Poeta professa
protege, penetra, perfaz.
Poeta com P
pretende a Paz
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