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DIONISOS – O GRANDE GRITO, 1995
De Beatriz de Paoli
Interpretação
André Amaro
Direção
Ricardo Guti
Iluminação
Dalton Camargos
Em 1995, Ricardo Guti e André Amaro se uniram
em torno de suas experiências, para criar um espetáculo
capaz de estabelecer um circuito contínuo de
impulsos encorajadores entre os espectadores de uma
platéia supostamente esmagada pelas pressões da vida cotidiana. Dionisos revela a história de Daniel, um homem comum, que, aos poucos, transforma sua dor em loucura, em exercício de liberdade e prazer, depois de perder um grande amor e constatar as armadilhas criadas ao longo de sua vida pelas lições católicas, pela realidade moral imposta na infância e pelas ilusões das compensações e dos vícios que anestesiam o doloroso vazio do dia-a-dia.
Do ponto de vista psicológico, Dioniso configura a imagem do impulso misterioso dentro de cada um de nós, aquilo que nos impele para o desconhecido. Nosso lado conservador, cauteloso e realista observa horrorizado esse espírito jovem e indomado que confia no destino e está sempre pronto para saltar num abismo sem um mínimo de hesitação. Ricardo Guti concebe este espetáculo ousando romper os limites da quarta parede para levar ao palco o espectador disposto a celebrar com Dioniso a sensação libertadora da dança.
Em cena, apenas o ator e sua estimada cadeira a produzir a mágica dos acontecimentos...
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