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QUEM ÉS TU, CORIOLANO? 2000
Livre edição da obra Coriolanus, de William
Shakespeare, por Cesário Augusto
Direção e interpretação
Cesário Augusto e André Amaro
Iluminação
James Ferstenseifer/Aldo Bellingrodt
Extraída da obra Coriolanus (1608), de William
Shakespeare, a montagem foi concebida para que dois
atores se revezassem nos vários papéis
da tragédia. A trama de desenvolve no período
em que romanos e vólcios (bárbaros invasores)
estão em guerra pelo domínio da região
de Coríolos e retrata a fome do povo romano,
os mandatários do poder utilizando manobras políticas
ilícitas e a diferença entre patrícios
e plebeus.
A História - Caio Marcio é um general
romano reconhecido pelo povo e pelas elites. Suas conquistas
bélicas configuram boa parte dos benefícios
de que goza a República. Os comuns, entretanto,
reclamam que o trigo pilhado em guerra não chega
às suas bocas. “Que morram!” –
responde o general. Os nobres, por sua vez, atribuem
a falta de comida à má colheita. “Os
deuses, não os nobres, é que a fazem”,
diz o cônsul Menênio. A eleição
de Tribunos para representar o povo não agrada
Caio Marcio. Para ele, os conchavos políticos
servem apenas para reafirmar a ineficácia de
insurreição de uma gente “ignorante
e ingrata para com os seus dirigentes”. Prefere
a guerra. Convoca o povo a disputar a região
de Coríolos, numa guerra contra os vólcios,
bárbaros invasores liderados por Túlio
Aufídio. Depois da vitória, Caio Marcio
se recusa a expor suas feridas de guerra à plebe
em troca de votos que o tornariam cônsul. “Só
quero que me esqueçam, como esquecem as virtudes
que os sábios neles gastam”, dispara. A
ofensa faz o povo conspirar e, acusado de traição,
Caio Marcio é expulso de sua pátria. O
céu então se abre sob a ira de Marte!.
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