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CALABAR, 1998
De Chico Buarque e Ruy Guerra

Direção
André Amaro

Atores
André Deca Sebastião do Souto
Bruno Palzato Camarão
Fábio Sabino Henrique Dias
Júlio Moronari Consultor holandês
Marta Scárdua Bárbara
Paulo César Pecê Mathias de Albuquerque
Paulo Duro de Moraes Comandante holandês e Maurício de Nassau
Ricardo César Papagaio-escrivão-narrador-doutor...
Verônica Moreno Anna de Amsterdam
Wesley Monteiro Frei Manoel do Salvador

Músicos
Jorge Macarrão Percussão
Marlene Lima Violão

Marcela Siebler
canta Chico Buarque

Músicas
Tanto Mar
Morena D’Angola
Pedaço de Mim
O Cio da Terra (Milton Nascimento-Chico Buarque)
Maninha
Anna de Amsterdam
Tira as Mãos de Mim (Chico Buarque-Ruy Guerra)
Sobre Todas as Coisas (Chico Buarque-Edu Lobo)
Boi Voador Não Pode (Chico Buarque-Ruy Guerra)
Construção
A Mais Bonita
Bastidores
Não Existe Pecado ao Sul do Equador (Chico Buarque-Ruy Guerra)

Iluminação
Aldo Bellingrodt

Figurinos
André Amaro e Isabel Bretas

Fotos
Zuleika de Souza

A peça remonta o histórico episódio da invasão holandesa no Brasil, no século XVII, expondo a furiosa trajetória do Comandante Mathias de Albuquerque para capturar e enforcar Calabar, “o mulato mui atrevido e perigoso” que rompeu o cerco lusitano, deixando para trás promessas e honrarias, para lutar a favor do ideal holandês. A trama se serve de intenções ardilosas e revela o comportamento “assaz flutuante” do homem quando caminha ao sabor da conveniência ou entre trincheiras de guerra. Nesses casos, predomina a lógica do desespero: o mais importante é salvar-se, ainda que naufraguem princípios éticos, valores étnicos, crenças... ainda que se abafe o último espasmo sincero de caráter. A ambição humana é uma operação cerebral. É um mapa matemático de planos e estratégias, conhece as emboscadas, as horas do oportunismo, os sites da hipocrisia, os mistérios da traição. Nesta montagem, o enlameado Brasil colônia transforma-se numa arena debochada, onde os espúrios personagens da trama mascaram-se na pele de maquiavélicos clowns para destilar seus humores e sua picardia. A montagem percorre as trilhas lúdicas do texto e refaz o repertório musical da obra original para dar espaço a outras composições de Chico Buarque, o poeta maior da nossa língua popular brasileira.


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