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CAIXA PRETA
André Amaro e Wol Nunes dividem a cena nessa peça escrita por Maurício Witczak, autor de Entre Oito Paredes e Psicológica do Amor, comédias que alcançaram grande repercussão em Brasília ao explorar o jogo psicológico das relações amorosas.
Em Caixa Preta o tema do casamento volta ao palco, desta vez com uma proposta de reflexão mais ampla. Além dos questionamentos sobre a relação a dois, este novo casal busca respostas às suas dúvidas existenciais. Após um acidente, Ele e Ela deparam-se com uma nova realidade onde só existem - além deles - diversas caixas pretas. Características como a quebra proposital da lógica do tempo e do espaço, o existencialismo e a incomunicabilidade revelam fortes referências ao Teatro do Absurdo.
Na atmosfera proposta pelo texto, os personagens estabelecem diálogos que transitam entre pensamentos metafóricos e fatos corriqueiros do desgastado ambiente doméstico. Em diversos momentos, revelam a angústia por tudo que foram perdendo, deixando subentendido que por detrás de mesquinhos apegos materiais está a total fragilidade do ser humano.
Relações antagônicas se estabelecem na nova “casa” erguida: enquanto um se sente protegido e quer permanecer, o outro nega a própria existência da casa e quer sair para fazer novas descobertas. Mas a nova casa é um habitat que desperta a memória e os sentimentos mais devastadores .
A montagem foi apresentada no Teatro Caleidoscópio como parte integrante da edição 2005 do Festival Internacional de Teatro de Brasília, o Cena Contemporânea, de 28 de setembro a 9 de outubro, e reapresentado em janeiro de 2006.
Texto: Maurício Witczak
Concepção e Interpretação: André Amaro e Wol Nunes
Exposição de abertura e Direção de Arte: Lucia Feitosa
Iluminação e operação de luz: Marcos Vinícius Ferreira
Cenário e Figurino: Pesquisa de grupo
Trilha Sonora Original: Tomaz Vital
Fotos de Divulgação: Kazuo Okubo e Sônia Baiocchi
Programação Visual: Carlos Grillo
Apoio: FullDesign Comunicação Integrada
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